5 fatos que tornam a Itália imperdível para os amantes dos automóveis

Opções não faltam na Itália para quem gosta de carros: passeios, museus e test-drives exclusivos

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Não por acaso a Itália é um dos principais destinos turísticos do mundo.

A riqueza cultural e histórica, as paisagens, a tradicional e inigualável culinária e os monumentos atraem os olhares de pessoas de todas as nacionalidades. Mas tem outro público que tem muito o que ver na Itália. Os apaixonados por carros.

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Berço de montadoras históricas e tradicionais, o país reserva belas opções para quem gosta dos motores.

Confira 5 dicas que podem tornar sua próxima viagem uma aventura em quatro rodas pela velha bota.

Itália: Guia de Viagem para os amantes de automóveis

1. O que é preciso saber para dirigir na Itália?

Alugar um carro é uma das melhores opções para conhecer a Itália. Mas alguns cuidados merecem atenção. Entre eles a Permissão Internacional para Dirigir (PID).

O documento nada mais é do que uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) válida em território internacional. Para conseguir o papel, o motorista deve seguir as regras do departamento de trânsito responsável pelo Estado.

Em São Paulo, por exemplo, o pedido pode ser processado pessoalmente ou pela internet. A taxa de emissão da PID é de R$ 233,75 e, caso queira receber o documento em casa, tem um valor adicional de R$ 11,00.

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Armadilhas

Com o documento em dia e a chave do carro em mãos, é hora de rodar pelo território da Itália. Mas, por mais semelhante que possa parecer, a forma de circulação nunca é igual. É preciso ficar atento à Zona de Tráfego Limitado.

Em algumas regiões, como Florença e Roma, a ZLT delimita uma área central onde a circulação de veículos é restrita aos moradores e ao transporte público. Fuja destes locais, caso contrário você pode até pagar uma multa. Não adiantar bancar o espertinho, pois câmeras de monitoramento estão de olho. A placa com luz vermelha indica entrada proibida. Na luz verde não há limitação.

Vale a pena também ficar ligado nas vagas para estacionar o carro na rua. As áreas são indicadas por cores: faixas brancas indicam exclusividade dos moradores locais e amarelas são para deficientes, táxis e ônibus.

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Na indicação azul, é permitido estacionar. Basta procurar o parquímetro, pagar e deixar o comprovante à vista no carro.

Outra dica importante é sobre pedágio. O sistema na Itália é inteligente e válido para as autoestradas. Você paga pelo quilômetro rodado. Quando começar o trajeto, recebe um bilhete que será recolhido na saída. Pague pela quilometragem percorrida. Atente-se para não entrar nas cabines Telepass (passagem automática).

Por fim, na hora de abastecer você pode encontrar um frentista e pedir ajuda ou então usar o atendimento self-service. Fica ao seu critério. Sem o funcionário, o custo costuma ser menor. Para lembrar: gasolina = benzina (verde) / diesel = disel ou gasolio (amarelo ou azul).

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2. Passeio pela Toscana

Se você quiser curtir uma das regiões mais belas e românticas da Itália de carro, a Toscana é uma excelente opção. São muitas as “desculpas” para dar aquela paradinha, descer do veículo e admirar a paisagem. A cada curva, uma surpresa e a certeza de a viagem valeu a pena.

Para conhecer bem a Toscana é preciso ter tempo. Caso não seja possível, a melhor opção é escolher um ou dois destinos e desfrutar da viagem.

A cidade oferece estrutura para quem passa por ali de carro. Restaurantes atrativos, cenários deslumbrantes e ótimas estradas. Mas vale a pena deixar as autopistas de lado por alguns momentos para curtir os caminhos “escondidos”, que reservam, entre outras peculiaridades, vinhedos e campos floridos.

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De tirar o fôlego

A variedade turística da Toscana é gigantesca. Começando por San Gimignano, a Manhattan medieval no coração da cidade. O nome deriva das tradicionais e imponentes torres, erguidas na Idade Média. No auge, foram 74. Restaram 14 para contar história. Ali também fica a Gelateria di Piazza, considerada uma das melhores da Itália.

Foto San Gimignano na Itália
Foto San Gimignano: divulgação site oficial da cidade

Hora de pegar a estrada e observar um dos mais belos trajetos encontrados no país. O percurso até Volterra reserva pequenas estradas, que são o charme da viagem. Ao chegar, museus, tesouros e a catedral recepcionam os turistas. Vale a pena procurar no mapa ou no GPS e circular a Reserva Natural de CastelVecchio. Você vai se surpreender!

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Caso tenha tempo depois da dobradinha San Gimignano-Volterra, você pode procurar Colle di Val d’Elsa. É uma verdadeira “cidade escondida” na Itália.

De cara é difícil entender o motivo de ser destino turístico, mas depois de estradas e um pouco de paciência, vai dar de cara com uma cidade histórica magnífica. É hora de deixar o carro de fora (apenas moradores têm privilégios na circulação local) e curtir o passeio a pé.

É praticamente impossível preparar um roteiro único para quem busca uma aventura de carro na Toscana. Nunca a viagem será completa. Aí está a graça de voltar e descobrir novos segredos em cada uma das oportunidades.

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3. Modena

O lugar certo na Itália para quem gosta de alta velocidade e carros ultramodernos. Na região, estão algumas das principais fábricas de automóveis do mundo, como Maserati, Ducati e, principalmente, Lamborghini e Ferrari.

Foto Museu Ferrari na Itália
Foto Museu Ferrari: divulgação site oficial Museu Ferrari

A Ferrari mexe com o imaginário da grande maioria dos apaixonados por automóveis. O seu museu, localizado na mística Maranello (20 km de Modena) expõe mais de 40 veículos. Destaque para os modelos de Fórmula 1, em área superior a 2500m², com cerca de 200 mil visitas anuais.

Por ali ainda é possível dirigir uma Ferrari. Isso mesmo, dirigir! Para quem tem algum dinheiro sobrando é imperdível. Mas prepare-se. O test-drive inesquecível custa caro. Um passeio curto, de 10 minutos, sai no mínimo por 70 euros (cerca de R$ 227). O valor do “aluguel” por duas horas sai na bagatela de 900 euros (quase R$ 3 mil).

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Outra opção para resgatar relíquias na Itália e conferir as novidades é o Museu Lamborghini. Itens raríssimos podem ser explorados, assim como o Lamborghini Gallardo – veículo usado pela patrulha italiana, que supera os 320 km/h. É ainda possível visitar a fábrica. Basta agendar com antecedência.

Foto Museu do Automóvel na Itália
Foto Museu do Automóvel: divulgação site oficial Museu Nacional do Automóvel
Serviço

Museu Ferrari

Ingresso: 15 euros
Mais informações: www.museoferrari.com

Museu Lamborghini

Ingresso: 13 euros
Mais informações: www.lamborghini.com/en/museum

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4. Turim

Para quem gosta de carros históricos, uma outra opção na Itália é o Museu Nacional do Automóvel, em Turim. A instituição é considerada uma dos 50 melhores do mundo pelo conceituado jornal inglês The Times.

Moderno, tem mais de 19 mil metros quadrados distribuídos em dois andares, onde são expostos mais de 200 carros, de 85 marcas de oito países. Um segmento do museu é dedicado aos carros de corrida, com o ronco alto dos motores em uma pista virtual. Vale a pena!

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Museu Nacional do Automóvel

Ingresso: 12 euros
Mais informações: http://www.museoauto.it/website/en

5. Fórmula 1

A Itália também é bastante tradicional quando o assunto é corrida de Fórmula 1. Não apenas por ser a sede da tradicional escuderia Ferrari, mas por ter autódromos que entraram para a história da categoria.

Para os brasileiros não há circuito com recordações mais tristes do que o de Ímola. O autódromo, que recebeu o GP de San Marino entre 1981 e 2006, foi o palco da morte do tricampeão mundial Ayrton Senna.

Na curva Tamburello, na corrida disputada no dia 1º de maio de 1994, o brasileiro foi vítima de um grave acidente, não resistindo aos ferimentos.

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Foto monumento Senna na Itália
Foto monumento Senna: divulgação site oficial circuito Ímola

Perto da curva onde aconteceu o trágico incidente, existe um monumento em homenagem a Senna que virou local de peregrinação para os fãs do brasileiro. A estátua de bronze de dois metros de altura, inaugurada em 1997, recebe anualmente flores e milhares de mensagens daqueles que sentem saudade do maior piloto brasileiro de F-1.

Outro GP tradicional no mundo da F-1 é o de Monza. Sede do GP da Itália desde 1922 (exceto 1937, 1947, 1948 e 1980). Rubens Barrichello é o detentor da volta mais rápida. Ele, Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna são os brasileiros vencedores da corrida. Vale a pena conhecer!

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